E lá vamos nós!

Ou: chegamos na reta final. No início do final, como teorizou André. 7 meses. A pança já tá grande à beça e de frente estou oficialmente grávida, não apenas barriguda/gorda.

Aliás, gorda é a última coisa que me sinto. -5kg no primeiro trimestre, +3.5kg até o momento. Saldo muito positivo pra quem tá esperando o neném crescer e ganhar peso pelos próximos três meses. Pensa, Jojo hoje tem mais ou menos 1kg, vai chegar a uns três. Ou mais. Não vou pensar nisso 😛
As últimas semanas, desde a metadinha, têm sido boas. André e eu viajamos bastante no final do ano, o que me deixou cansada. Meu quadril dói com frequência (varia a intensidade, mas é frequente), o que me deixa cansada. O estirão de peso e tamanho da barriga fez minha lombar doer pela primeira vez (bem nas férias do pilates). Os enjôos voltaram, a vontade de tomar guaraná também.
Fizemos o chá de bebê em Vitória, foi lindo. Vovó Gena estava radiante, realizada. Fiquei feliz em poder oferecer esse momento pra ela. Ganhamos muitas fraldas (em dinheiro, que será revertido aqui em SP).
No último final de semana consegui fazer o inventário das roupinhas herdadas/ganhas/compradas. Muita coisa, já! Aproveitei que já sabia o que precisava e comprei umas peças (fofaslindasdemorrer) da Carter’s, que dizem que é muito boa etc etc. Já tinha comprado umas pecinhas também, de segunda mão, e bem pouca coisa nova. Agora é complementar com o básico do básico os tamanhos P e M e depois, pra frente, começar a pensar nas roupas G. A bichinha tem tanta coisa que só de manta/cobertor são OITO. Vai ficar quentinha 🙂
Agora precisamos ver algumas questões práticas: visitar a maternidade e ver no plano de saúde se tem algum detalhe que temos que resolver antes, ver detalhes/esperar o Chá de Fraldas paulista (a Flávia vai fazer praticamente tudo), comprar a cômoda, lençóis, almofadas… organizar o cantinho dela. E continuar a preparação pra chegada!
lavamosnos

Metadinha

Chegamos na metade da gestação. 21 das 42 semanas possíveis. A barriga está enorme – e pesa, mas é um peso engraçado, porque vem de vez em quando (tipo ontem de noite quando fui dormir e não achava posição). Praticamente todas as minhas roupas mostram a barriga e algumas não deixam a menor dúvida que não, não estou gorda.

Aliás, peso é algo que eu não posso reclamar. Perdi 5kg até a 15a semana e ainda não os achei de volta! uhu! Mas agora é que comecei a comer direito e voltei a me preocupar com o que comer – antes eu comia o que fosse,  que descesse. Ruffles, salada, carne, não importa(va).

Ainda não estou com aquela fome enorme-gigante-sem-fim que tantas gestantes relatam. Mas tive um dia de fome incontrolável, monstruosa. Uma noite. Eu havia comido mal durante o dia (enjôos) e acho que isso piorou o quadro geral. Era uma fome que não acabava!

Agora sinto fome. Tem dias que estou realmente gulosa (tipo no domingo, quando André me ofereceu o pedaço maior de bolo e eu só faltei dar pulinhos de felicidade). Em outros, como hoje, como até bem, mas não por vontade, porque sei que preciso me alimentar.

A partir dessa semanas vamos esperar Joana começar a se mexer! Ela já está mexendo, mas super de levinho e só eu consigo sentir. André sente de vez em quando, mas é bem difícil. Agora, com 27cm e uns 360 gramas, vamos ver como fica.

Aliás, semana passada tive um episódio engraçado AND doloroso: ela resolveu gostar do meu lado esquerdo. Mas gostou tanto, tanto, apertou tanto, tanto, que fiquei com um pedaço dolorido, depois de quase 3 dias de apertamento!

Vamos esperar como será pra frente. 2015 foi um ano bom, com surpresas (e elas continuam chegando!), mas 2016 vai ser beeem interessante. André resumiu bem o sentimento num post novo no blog dele.

Vem 2016. Vem, Jojo!

 

 

20 de novembro

Em 22 de novembro de 2013 André e eu nos reencontramos, num happy hour cilada onde eu o coloquei (imagina, ele, eu e mais umas 6 amigas minhas falando igual doidas. Ainda bem que ele chamou o Doni!).

Um ano depois, em 20 de novembro de 2014, a gente organizava a nossa mudança, pra nossa casa, pra nossa nova etapa.

Este ano, 20 de novembro eu fazia o ultrassom de 18 semanas da Joana. E hoje, 22 de novembro, volto pra casa depois de uma semana sem ele por perto (eu em Vitória, de folga, ele em São Paulo, vida seguindo).

Se a nossa data de aniversário é dia 4 (de janeiro, quando ficamos pela primeira vez, de julho, o casamento), é impossível não colocar 20 de novembro também como um dia importante. Afinal, é o terceiro ano que este é um dia eufórico, de agitação, cheio de felicidade.

Em 2013, rever (e conhecer) amigas queridas e reencontrar aquele que eu nem imaginava o quanto ia mexer comigo (juro, naquele dia eu só pensei um “ah, eu podia conhecê-lo melhor).

Em 2014, arrumação, mudança, memórias que começaram a ser construídas.

Em 2015, ver o trocinho de 15cm e 230g que está causando um rebuliço em nossas vidas.

Além dos 7 meses (mais ou menos) de Joana, o que será que 20/11/2016 vai trazer?

Da noite pro dia

Ontem eu fui pro pilates com uma blusa mais justa, dessas de ginástica. Aí estava fazendo um exercício de frente pro espelho e observei o quanto meu corpo está redondo – cintura e quadril, bem redondos, bem “de grávida”. Achei curioso.

Também achei a barriga maior, no final do dia de ontem. Senti aqueles puxõezinhos durante a semana e achei normal ter crescido.

Aí hoje cedo eu acordei, virei pro outro lado (como eu sempre faço) e, ainda dormindo como estava (não tinha acordado de verdade), assustei: a barriga estava mais pesada. Até ontem ela estava grande, mas normal. Hoje eu acordei e ela estava pesada. Deu aquele peso quando virei, manja?

Foi engraçado. É engraçado perceber essas mudanças tão bruscas. Até então, peito e barriga estavam diferentes, mas o corpo como um todo começou agora, pelo visto. Ah, a sensibilidade também tá terrível. Tem dias que André mal consegue me faze um carinho sem que eu sinta cócegas ou me irrite 😦

São 16 semanas, ou três meses e meio. Parece que já tem tanto tempo, parece que ainda falta tanto tempo, e ao mesmo tempo daqui a pouco já não teremos tempo de preparar nada, fim, cabou, neném chegou!

De agora até a 20ª semana, que será nas vésperas do natal, Joana dobra de tamanho e peso. Ou seja: é agora que as roupas vão parar de caber de vez, que talvez os vestidos entrem em cena até o fim, que a barriga vai incomodar pra dormir y otras cositas más. Também é por agora que ela começará a se mexer ❤

Faltam 167 dias (marromeno, marromeno).

Vem, Jojo!

Oi, Filha. Olha, é muito bom poder te chamar assim. Saber quem é você, que é a minha Joana mesmo.

Na semana passada fizemos o ultrassom morfológico do primeiro trimestre, que é o exame pra ver se está tudo certinho, lindinho com você. E ó, nota 10! Tudo tranquilo, bonito, coraçãozinho batendo veloz! E uma pererequinha pra confirmar: é menina!

Quer dizer, não foi confirmado no ultrassom. São bem poucos os médicos que confirmam o sexo do neném com 14 semanas, então eu fui lá e fiz um exame de sangue pra ter certeza logo. Porque já chega ter que esperar até abril pra te ver!

A semana passada foi bem difícil para ser mulher. Notícias bem ruins, histórias tristes e doloridas (mas muito importante de serem contadas). Foi uma semana pesada, sabe? Aí quando o médico falou que ACHAVA que era menina, eu fiquei num misto muito doido de felicidade e preocupação.

Mas aí veio o domingo, estava acontecendo a prova do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), um teste pré-vestibular que talvez você tenha que fazer lá pelos 16-17 (vai que até lá acham uma forma melhor de ingresso na faculdade! Vai que até lá você nem queira ou precise de fazer faculdade!). Essa prova é bem puxada, são 2 dias, com questões objetivas e discursivas, e uma redação que sempre traz um tema atual, difícil. E o tema este ano foi: violência contra a mulher.

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Esse é um assunto pesado, né? E infelizmente muito comum. Porque violência não é só bater, matar. Existem muitos tipos – assédio verbal, por exemplo, é violência, sim. E eu e seu pai vamos garantir que você entenda isso desde cedo! É um assunto muito atual, pesado e que chacoalhou a internet quando foi divulgado! Teve gente que achou ruim, que falou mal. Mas na verdade foi muito bom! Imagina quantos adolescentes tiveram que pensar nisso! Escrever, expor suas opiniões (mesmo que a gente não concorde com elas). Foi um dia de vitória pro movimento feminista, sabe? E fechou lindamente a semana pesada que a gente passou.

E foi nesse mesmo domingo que a gente pegou o resultado do exame. Foi seu pai que teve a ideia de olharmos no site do laboratório – porque a previsão era pra ter o resultado só na quarta (amanhã, 6 dias depois do exame). Foram duas felicidades enormes: uma de saber que é você, Joana, que tá aqui. A outra é de ter essa notícia num dia bastante histórico, importante e feliz.

A gente não sabe o que você vai ser quando crescer, que profissão vai seguir (do fundo do coração, mesmo, eu espero que não seja comunicação). Mas se tem uma coisa que eu sei, seu pai sabe, e vamos trabalhar muito juntos pra acontecer, é que você vai ser, sim, feminista. Sem medo de ser chamada de feminista, porque vai saber direitinho que isso é algo muito bom! Porque vai entender desde sempre que ser mulher não é pior nem melhor que ser homem, que ninguém tem que ter privilégio nenhum por conta de ser homem ou mulher, e que ninguém, ninguém, pode fazer nada com você apenas por você ser mulher.

Foi um dia muito feliz pra descobrir que você é menina, pois o tema da redação do ENEM encheu a gente de esperança de um mundo melhor pra você. De pessoas mais conscientes, de um lugar menos ruim. Claro que muita coisa tem que acontecer pro mundo melhorar mais, mas é um passinho, sabe? E um passo à frente e a gente não está mais no mesmo lugar.

Vem, filha. Vem, Jojo, ser mais uma feminista nesse mundo que ainda preciso muito! Vem que a luta é cansativa mas cada vitória que a gente tem é boa demais!

(Mas calma, não vem “logo” não. Vem só depois de 20 de abril! ahahaha)